A música deve ser reconhecida como profissão no Brasil

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A música deve ser reconhecida como profissão no Brasil 41

Músicos e entidades de classe criam projetos para a educação musical nas escolas e comunidades, profissionalização, regulamentação dos processos contratuais e assistência social

O mercado da música no Brasil, embora culturalmente riquíssimo, ainda é pouco valorizado profissionalmente. A grande maioria dos músicos não consegue viver da atividade que escolheu, mesmo diante das diversas possibilidades de atuação que a área proporciona. E, segundo a Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Federal, o país soma 8 milhões de profissionais da música. Mas é possível mudar esse cenário.

Para isso, músicos e entidades de classe unem-se em prol da educação, profissionalização, regulamentação da música como opção de carreira e assistência social aos músicos, criam projetos e ações vislumbrando melhorias ao setor nacional.

Uma das propostas é inserir a educação musical já na primeira infância, premissa que deu origem ao maior projeto sócio cultural que o país já viu no setor, o Música é Esperança. A campanha acaba de ser lançada no Brasil pelo Instituto Braços Dados -entidade sem fins lucrativos formada por músicos e profissionais engajados em projetos sociais e culturais-, com o apoio da Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Federal e de grandes nomes da música brasileira, tais como: maestro Antônio Carlos Martins, Carlinhos Brown, Elba Ramalho, Magno Malta, Arnaldo Sacomani, Beto Barbosa, Aline Barros, entre outros.

Um dos objetivos do projeto é integrar a música à educação nas escolas públicas e comunidades, além de profissionalizar e capacitar professores. Somente na primeira escola do Música é Esperança, que será construída em Carapicuíba, município da região metropolitana de São Paulo, a expectativa é beneficiar mais de 2 mil crianças com aulas de instrumentos musicais de diversos estilos, de percussão a cordas e sopro. O terreno foi cedido pelo cantor Netinho, do Instituto Casa da Gente, e possui aproximadamente 29 mil metros quadrados, onde estão previstas 17 salas de aula, duas salas para EAD, um estúdio e espaços de convivência.

Através do Música é Esperança, ainda haverá ensino à distância, com cursos em nível nacional para profissionais, amadores e professores, certificados pela OMB CF –Ordem dos Músicos do Brasil, Conselho Federal-.

“Queremos que a música seja oficialmente compreendida como uma atividade profissional e, portanto, ensinada como acontece com qualquer outra carreira. Estamos empenhados para que isso aconteça”, comenta Gerson Tajes, presidente da OMB-CF. Ele ressalta que, além dessa campanha, a nova portaria do Ministério do Trabalho, publicada em agosto deste ano, para regulamentar a contratação de músicos, profissionais, artistas e técnicos de espetáculos, contribuirá diretamente para a organização desse mercado. “Acreditamos que este já seja um importante avanço a favor de contratados e contratantes, resguardando direitos e deveres a todas as partes”, acrescenta.

Pela Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Regional do Estado de São Paulo, o presidente Marcio Teixeira da Silva ressalta que a carteirinha da Ordem é outro comprovante fundamental para os profissionais comprovarem oficialmente a atividade que exercem. “Ela tem o papel de servir ao músico e trazer o respeito, reconhecimento que ele merece. Além de afirmar, diante dos diversos segmentos de mercado, a profissão do artista: músico”, complementa ele, que também é baterista, percussionista e músico atuante no cenário musical.

Marcio ainda frisou que a OMB é uma nova Ordem. “Por 48 anos a nossa autarquia e o músico foram destratados. Agora, sob nova gestão tanto Federal quanto Regional, queremos mudar essa história”. De acordo com o presidente da OMB-SP, será apresentada uma campanha com uma série de facilidades e benefícios, bem como anistias para resgatar os músicos já inscritos e dar a oportunidade aos novos interessados.

O presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais no Estado de São Paulo, Adelmo Barbosa Ribeiro, músico e ritmista com 23 anos de carreira, acrescentou que, em conjunto com a OMB-CF, a entidade está batalhando por melhorias que garantam os direitos dos trabalhadores músicos. “Estamos buscando parcerias com empresas ligadas ao mercado musical e aos setores de serviços, como drogarias para oferecer descontos significativos aos nossos filiados”, explica Ribeiro.

Assistência social aos músicos é outro tema que merece empenho nessa área. E tanto a OMB-CF quanto a OMB-SP, o Sindimussp e o Instituto Braços Dados vislumbram alternativas para que o profissional não chegue à idade avançada sem nenhum auxílio, como aposentadoria, por exemplo. Dentre as possibilidades, estão aulas sobre educação financeira e jurídica para orientar os músicos ao longo de suas trajetórias; cartão pré-pago personalizado para assegurar que ele esteja em dia com as conta, entre outras contribuições.

Mais informações sobre o Música é Esperança no site www.musicaeesperanca.com.br e nas redes sociais Instagram e Facebook @musicaeesperanca.

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