Seja Bem Vindo - 13/07/2024 02:17

Após show de Alok e artistas indígenas na sede da ONU, drones sobrevoam o céu de NYC alertando o mundo a importância da sustentabilidade 



Às vésperas da semana da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Pacto Global da ONU no Brasil promove em Nova York o evento SDGs in Brazil para debater o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS, SDG em inglês). As ambições para conter os danos das mudanças climáticas estiveram em foco por lá, quando Alok participou do painel de conversas “The Future is Ancestral: Music, a secret technology of the Indigenous Peoples” e, ao lado das lideranças indígenas, Célia Xakriabá e Tashka Yawanawa, a diretora do movimento Hip Hop 4 Peace, Tina Marie Tyler e o diretor da UNESCO de NYC, Eliot Minchenberg, refletiram sobre o papel fundamental da música como ferramenta essencial para gestão do conhecimento ancestral, da cultura indígena e como chave na co-criação de um futuro sustentável. A mediação foi feita pelo produtor musical e vencedor do Grammy, Fernando Garibay.
 

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A música como uma importante ferramenta de comunicação e difusão de cultura, tem sido usada pelos povos indígenas para traduzir a voz da natureza e seus conhecimentos milenares sobre questões fundamentais de sustentabilidade. Quando essa música originária encontra as estéticas e tecnologias de gêneros contemporâneos como pop, hip-hop e eletrônica, amplifica-se o seu alcance por meio das ferramentas da era digital. Nesse sentido, Alok, como um produtor pop contemporâneo e um dos perfis mais seguidos nas redes sociais, torna-se plataforma para colaborações interculturais com impacto global. Através da música, além de reverberar as vozes da floresta, coloca-se o tema da sustentabilidade diante de uma nova abordagem, desta vez pauta sobre cultura e entretenimento, conectando diferentes públicos e engajando mais gente no reconhecimento da população indígena ocupar os diversos espaços sociais. Foi também, momento de entender como a nova geração de indígenas brasileiros preserva e compartilha seu legado cultural, mantendo os ritmos tradicionais, mas em sintonia com as novas estéticas musicais.
 

Ao final do painel, Alok e artistas indígenas fizeram uma live-performance no topo do edifício-sede da ONU, em Nova Iorque. As canções “Sina Vaishu” (Yawanawa), “Canto do Vento” (Wyanã), “Jahará” (Brô MCs) e “Pediju Kunumigwe” (Guarani Nhandeva) foram apresentadas como músicas e mensagens dos povos indígenas ao mundo. Essas canções vão integrar a Coleção Som Nativo composta por seis álbuns de distintas etnias indígenas e que conta com o reconhecimento da UNESCO por sua contribuição relevante para a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022/2032).
 

No céu da ilha de Manhattan, milhares de drones sincronizados formavam figuras como a onça pintada, boto-cor-de-rosa e a árvore Sumaúma para alertar sobre o desmatamento e destruição da Amazônia. E também, um QR code que direcionava para o site “The Projecting Change” , que reúne diversas ações e instituições em prol da sustentabilidade, entre elas o Instituto Alok. O ato, ao som de “Sina Vaishu” (Yawanawa), foi organizado pela Avaaz, que atua em âmbito internacional se envolvendo nas principais pautas ambientais em discussão.

Atendimento à imprensa:
Melina Tavares Comunicação

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